Cerca de 60 mil são vítimas de exploração do trabalho infantil na PB




Cerca de 60 mil são vítimas de exploração do trabalho infantil na PB

Ministério Público do Trabalho lançará na próxima quarta-feira (5), às 15h, na Vila Sítio São João, a Campanha 2019 de Combate à Exploração do Trabalho Infantil

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Aproximadamente 60 mil crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, são vítimas da exploração do trabalho infantil, de acordo com o Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2016 (PNAD). Além de ter parte da infância perdida, meninas e meninos entram em uma estatística ainda mais grave: a cada dia, pelo menos 11 crianças se acidentam trabalhando e parte delas sofrem mutilações, marcas que ficarão para toda a vida.
No período de 2007 a 2018, 43,7 mil crianças e adolescentes nessa faixa etária foram vítimas de acidentes graves no trabalho, mais de 500 tiveram a mão amputada e 261 deles não resistiram e morreram, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.
“Os dados são chocantes, mas o número de vítimas é muito maior, já que os dados de acidentes consideram apenas os registros oficiais”, alertou o procurador do Trabalho Raulino Maracajá.

Combate ao Trabalho Infantil

Para tentar mudar essa realidade, o Ministério Público do Trabalho (MPT) – em parceria com a Prefeitura de Campina Grande e o apoio de entidades parceiras, como o Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti-PB) – lançará na próxima quarta-feira (5), às 15h, na Vila Sítio São João, a Campanha 2019 de Combate à Exploração do Trabalho Infantil.
O evento inicia as ações preventivas no evento “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande e faz o chamamento para o 12 de junho, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.
O procurador Raulino Maracajá lembrou que, em grandes eventos, como o São João – a principal festa da cultura regional no Nordeste – o trabalho infantil tende a aumentar, inclusive a exploração sexual comercial. “Esta, além de ser crime, é considerada pela Convenção 182 da OIT como uma das piores formas de trabalho infantil”, observou.
“A ideia da campanha é sensibilizar, mobilizar a sociedade e órgãos públicos para que tomem consciência da exploração precoce do trabalho e assumam sua responsabilidade no combate”, ressaltou Maracajá.
O procurador enfatizou que, com 
Aproximadamente 60 mil crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, são vítimas da exploração do trabalho infantil, de acordo com o Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2016 (PNAD). Além de ter parte da infância perdida, meninas e meninos entram em uma estatística ainda mais grave: a cada dia, pelo menos 11 crianças se acidentam trabalhando e parte delas sofrem mutilações, marcas que ficarão para toda a vida.
No período de 2007 a 2018, 43,7 mil crianças e adolescentes nessa faixa etária foram vítimas de acidentes graves no trabalho, mais de 500 tiveram a mão amputada e 261 deles não resistiram e morreram, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.
“Os dados são chocantes, mas o número de vítimas é muito maior, já que os dados de acidentes consideram apenas os registros oficiais”, alertou o procurador do Trabalho Raulino Maracajá.

Combate ao Trabalho Infantil

Para tentar mudar essa realidade, o Ministério Público do Trabalho (MPT) – em parceria com a Prefeitura de Campina Grande e o apoio de entidades parceiras, como o Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti-PB) – lançará na próxima quarta-feira (5), às 15h, na Vila Sítio São João, a Campanha 2019 de Combate à Exploração do Trabalho Infantil.
O evento inicia as ações preventivas no evento “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande e faz o chamamento para o 12 de junho, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.
O procurador Raulino Maracajá lembrou que, em grandes eventos, como o São João – a principal festa da cultura regional no Nordeste – o trabalho infantil tende a aumentar, inclusive a exploração sexual comercial. “Esta, além de ser crime, é considerada pela Convenção 182 da OIT como uma das piores formas de trabalho infantil”, observou.
“A ideia da campanha é sensibilizar, mobilizar a sociedade e órgãos públicos para que tomem consciência da exploração precoce do trabalho e assumam sua responsabilidade no combate”, ressaltou Maracajá.
O procurador enfatizou que, com baixa escolaridade, jovens egressos do trabalho infantil não terão boas oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Sem formação e sem emprego, jovens ficam mais vulneráveis, mais próximos da criminalidade e mais longe dos seus sonhos.
“É esse ciclo de pobreza e de exploração que precisamos vencer. Por isso, convocamos toda a sociedade, artistas, cantores e a imprensa para reforçar esse ‘grande time’ contra o trabalho infantil”, afirmou Raulino Maracajá, acrescentando que esse trabalho de prevenção e combate deve ser contínuo e não somente no período junino.

Programação

Durante o lançamento da campanha, haverá apresentações culturais de crianças e adolescentes do Serviço de Convivência da Secretaria de Ação Social do município e do projeto Tamanquinhos das Artes. O cantor Fabiano Guimarães – que está na programação do ‘Maior São João do Mundo’ em Campina Grande – já confirmou a sua adesão voluntária à campanha e também a sua presença no lançamento da campanha.
Além de Fabiano Guimarães, o procurador Raulino Maracajá destacou a participação importante de personalidades nacionais e regionais na campanha. Ele disse que um dos artistas que ‘vestiu a camisa’ é o cantor Gabriel Diniz, que participou dessa campanha nos últimos três anos. No lançamento, haverá uma homenagem a ‘GD’, que morreu na última segunda-feira, vítima de trágico acidente no Estado de Sergipe.



FERNANDO COUTINHO POSTOU NAÇAORURALISTA

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