Convênio entre Fundac e faculdades ajuda projeto de vida de internos

O que fazer após cumprimento de medida infracional numa unidade socioeducativa, quando chega à liberdade? Esse desafio tem mexido com o universo de jovens e adolescentes (feminino e masculino) que deixam as unidades de internação sem perspectivas. Um convênio realizado pela Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente ‘Alice Almeida’ (Fundac), por meio do eixo Estágio, Pesquisa e Extensão, vinculado à Diretoria Técnica, com a Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) vem discutindo formas de ajudar no “projeto de vida” desses internos. 
Estagiárias de Serviço Social fizeram dessa temática seu objeto de estudo tentando esclarecer e ajudar no ‘projeto de vida’ de jovens e adolescentes internos em unidades de ressocialização na Capital. Na manhã desta quinta-feira (9), as estagiárias Erika Marilia da Rocha Silva e Lusinete Pereira da Silva, fizeram uma intervenção no Centro Socioeducativo Rita Gadelha, sob a orientação do professor Flávio Nery da Nobrega Junior, da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), como resultado do que elas captaram ao longo de quase um ano de observação e pesquisa local. Elas identificaram que a falta de estímulo e perspectiva de vida permeia o universo desse público. 
Para as estagiárias o projeto consiste em abordar adolescentes da Semiliberdade e da Rita Gadelha sobre a importância de ter um projeto de vida para quando deixarem as unidades de internação. Elas apresentaram dados durante a intervenção e falaram sobre o que observaram durante a convivência através do estágio. “Além de perceber a falta de estímulo e perspectiva quando se trata do que eles pretendem fazer após cumprimento de suas medidas, tentamos ajudar nos possíveis caminhos que podem trilhar para que possam se distanciar das práticas infracionais, considerando a educação e a profissionalização como as vias a proporcionar esse protagonismo”. 
Para a coordenadora do eixo, Arleciane Borges, a proposta é contribuir com a formação de estudantes de graduação, os quais serão profissionais capacitados com o fazer profissionais e aptos a colaborar nas unidades socioeducativas com técnica. “Temos a satisfação de ofertar essa troca de conhecimento entre a academia e a vida profissional”, destacou. Isso tem sido possível a partir de um Termo de Convênio entre a Fundac e cinco instituições de ensino superior do curso de Serviço Social. 
O  supervisor  acadêmico das duas estagiárias que apresentaram o projeto de intervenção, Flavio Nery, considerou ser este “um momento muito importante para a formação profissional do discente, onde ele materializa o Projeto Ético Politico e Profissional do Serviço Social e as teorias”.
Secom-PB 

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