Justiça nega habeas corpus ao braço direito da Cruz Vermelha



Por mais que queira se manter afastado e exibir uma postura de indiferença em relação aos fatos envolvendo a Cruz Vermelha na Paraíba, o ex-governador Ricardo Coutinho não consegue deter a marcha dos acontecimentos que se desenrolam paralelamente na Justiça e vai sendo acuado com decisões como a tomada na última sexta-feira pelo ministro Nefi Cordeiro do Superior Tribunal de Justiça, que negou habeas corpus a Michele Cardoso, acusada de transportar dinheiro de propina para servidores públicos, e vista como um dos braços direitos do chefe do esquema criminoso, Daniel Gomes da Silva.
Michele Cardoso é a pessoa filmada em vídeo entregando ao assessor da secretária de Administração da Paraíba, Leandro Nunes de Azevedo, preso, uma caixa de vinhos, como forma de propina.
No desenrolar das investigações foi feita uma operação de busca e apreensão na casa de dois auxiliares de Ricardo, mas o socialista depois de um longo e constrangedor silêncio reaparece num circo armado para enaltecer seu governo e passar ao largo da questão do envolvimento dos auxiliares e da prisão do servidor numa das mais espantosas demonstrações de cinismo da politica contemporânea.
Colocou-se acima da lama que invadiu seu governo como se todos os fatos escabrosos que emergiram da Operação Calvário não tivesse nada a ver com ele, como se a decisão tomada pelo ministro do STJ na última sexta-feira negando o habeas corpus ao braço direito da Cruz Vermelha não tivesse nada com sua gestão nem com o servidor preso, pessoa da mais estrita confiança do seu esquema ao ponto de ser escalado para receber tão valiosa caixa de vinhos.
É nesse clima de profundo desprezo pela moralidade que Ricardo quer escapar dos fatos escandalosos, pousando de madre superiora como se a Cruz Vermelha não fosse obra sua não fosse fruto do seu empenho independente do que tenha produzido de bom para a saúde dos paraibanos.
O que ele precisa e tem de explicar é como um esquema milionário desse embrenhou-se na sua gestão de forma tão acintosa e comprovada por imagens e gravações, o que Sua Excelência não fez até agora.
Abaixo transcrevemos matéria do jornalista Marcelo José divulgando quase que solitariamente o andamento do processo da Cruz Vermelha que, mesmo a passos de cágado caminha em direção ao ex-governador.

Marcelo José
O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, negou nesta sexta-feira, dia 1º,  pedido de habeas corpus à Michele Louzada Cardoso, presa desde a Operação Calvário realizada dia 14 de dezembro pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
O habeas corpus, negado nesta sexta-feira, pelo ministro do STJ,  foi impetrado em decorrência de um segundo ( o primeiro foi no Rio de Janeiro) mandado de prisão preventiva expedido pelo desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba contra Michele Cardoso, na segunda fase da Operação Calvário, realizada dia 1º de fevereiro.
Segundo as investigações da Operação Calvário, Michele Cardoso, assessora e braço-direito do diretor Daniel Gomes, da Silva, era encarregada de entregar propina a agentes públicos. Consta nas incursões investigatórias que em setembro de 2014 ela veio, de avião particular, com malas de dinheiro, para a campanha eleitoral na Paraíba, quando após perder no primeiro turno, o então candidato Ricardo Coutinho, venceu o opositor Cássio Cunha Lima.
Na segunda fase da Operação Calvário, dia 1º de fevereiro, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra Leandro Nunes de Azevedo, ex-assessor, da secretária de Administração Livânia Farias, Daniel Gomes da Silva, considerado o chefe da Organização Criminosa, e Michele Cardoso, assessora particular de Daniel.
Também, na segunda fase da Operação Calvário, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, nas residências dos secretários Waldson de Souza, ex-secretário de saúde, e atual secretário de Planejamento do Estado, e Livânia Farias, secretária de Administração do Estado da Paraíba. (jampanews) POSTADO POR FERNANDO COUTINHO - NAÇÃORURALISTARADIOJORNAL

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