Edvan Santos, PARA A NAÇÃO




" Outro dia uma amiga me pediu um aconselhamento sobre qual seria o limite da ajuda, ou seja, quando o desejo ou ato de ajudar alguém poderia ultrapassar um limite e começar a gerar uma zona de conforto, ou vitimização, ou mesmo ser considerado a tentativa de se exercer um controle sobre a pessoa. E sua dúvida girava em torno do que seria então, o certo a se fazer.
Confesso que foi uma pergunta bem difícil para mim. Primeiro porque procuro me fundamentar no positivismo onde não existem verdades, somente possibilidades, e assim sendo, não há como definir certo e errado. Penso mais no sentido de algo ser útil ou não, fazer sentido ou não, naquele momento.. E diante da pergunta dela, como sempre procuro fazer quando me pedem aconselhamentos, tento deixar fluir qualquer coisa que saia do meu coração naquele momento, com uma intenção sincera e sem racionalizar muito em cima. Não sei se meu aconselhamento efetivamente foi útil para minha amiga, mas depois, pensando comigo mesmo, vi uma oportunidade maior de refletir sobre esse tema.
Será que existe um limite para empatia, ou para compaixão ? Será que o simples alívio do sofrimento do outro já é o suficiente ? Será que não corremos o risco de gerar uma zona de conforto onde a pessoa também não se ajuda ? Qual é a expectativa que geramos em cima de nossa ajuda ? Será que muitas vezes não queremos mais do que podemos ? Estas são algumas das perguntas que me levaram a esta reflexão, e talvez à possibilidade de contribuir para que cada um de nós busque nossas próprias respostas." POSTADO POR FERNANDO COUTINHO - NAÇÃORURALISTA.

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