Custos das UTIs Covid-19 aumentam e alta de casos e nova variante preocupam

 

Boletim Infogripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 13 de julho, mostra que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem aumentando no Brasil. De acordo com o instituto, a tendência é de aumento em 23 das 27 unidades da Federação, sendo somente o Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo apresentando sinal de estabilidade ou queda. Segundo a Fiocruz, nas últimas quatro semanas, a Covid-19 foi responsável por 77,6% dos casos de SRAG no Brasil.

Uma outra questão traz mais preocupação: a subvariante BA.5 da Ômicron, que é mais transmissível que as anteriores e tem maior capacidade de provocar quadros de reinfecção. De acordo com alerta da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), ela está presente em pelo menos 22 países e territórios das Américas e deve se tornar predominante nas próximas semanas.

Todo o cenário impacta na sobrecarga dos hospitais e, consequentemente, no custo assistencial hospitalar. Estudo realizado pela Planisa, empresa líder em soluções de gestão de saúde, analisou os primeiros semestres de 2020, 2021 e 2022, em UTIs Covid-19 (Unidade de Terapia Intensiva Adulta). Na comparação do primeiro semestre do primeiro ano da pandemia (2020) com o mesmo período de 2022, os custos por diária subiram 23,1%. Na comparação entre os primeiros seis meses deste ano e o mesmo período de 2021, a alta foi de 13,6% e, de 2021 com 2020, aumento de 8,3%. No estudo, foram analisados hospitais públicos, privados e filantrópicos, dos estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pernambuco e Pará.

As principais justificativas para evolução dos custos no período analisado podem ser atribuídas aos reajustes de dissidio coletivo, além do aumento significativo com aquisição de materiais e medicamentos hospitalares, fala o diretor de Serviços da Planisa e especialista em gestão de custos hospitalares, Marcelo Carnielo.

O estudo considera que todos os custos de produção são alocados ao custo da diária de UTI, incluindo custos diretos e indiretos, portanto, todos os custos necessários para operação de um leito hospitalar, incluindo equipe médica, enfermagem, materiais, medicamentos e serviços de apoio e administrativo, entre outros.

Medicamentos

Os custos com medicamentos, inclusive, vêm registrando alta. O preço desses itens vendidos aos hospitais no Brasil teve alta mensal de 1,32% em junho deste ano, segundo o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), indicador desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em conjunto com a Bionexo, empresa de soluções digitais para gestão em saúde.

O resultado veio acima da prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 0,67% e da variação mensal dos preços da economia brasileira, medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que foi de 0,59%.

Entre as maiores elevações de preços em junho nos grupos de medicamentos considerados na composição da cesta do índice estão os produtos voltados ao tratamento do aparelho respiratório (+7,26%).

No acumulado de janeiro a maio de 2022, o índice encerra o primeiro semestre deste ano com uma alta acumulada de 6,23%, resultado superior à inflação ao consumidor acumulada pelo IPCA/IBGE (+5,49%), mas inferior ao comportamento dos preços medido pelo IGP-M/FGV (+8,16%).

“De modo geral, a receita dos hospitais não aumentou na mesma proporção que os custos das despesas, o que traz preocupação, principalmente aos hospitais filantrópicos, que enfrentam grave crise financeira”, pontua Carnielo. “As atenções não devem estar nos custos uma diária hospitalar ou em um pacote cirúrgico, mas quais ações efetivas precisam ser realizadas hoje para diminuir o custo assistencial da pessoa ao longo de sua vida, portanto, uma visão longitudinal e focada em investimentos na atenção primária”, completa.

Vacinação

Entre essas ações efetivas, a ampliação da vacinação contra a Covid-19 é importante aliada, já que contribui na prevenção de óbitos e casos graves da Covid. No estudo feito pela Planisa, as taxas de ocupações das UTIs Covid demonstraram variações significativas. “No primeiro semestre de 2020, o registro foi de ocupação baixa (50,3%), pois a pandemia ainda se encontrava em fase inicial, com incidência crescente, principalmente a partir do mês de abril daquele ano. Já nos primeiros seis meses de 2021, a ocupação era de 83,2% e, no mesmo período de 2022, com boa parte da população com o ciclo vacinal completo, registrou-se 70,9% com a diminuição de casos graves e consequente uso de UTIs Covid-19”, fala.

Com isso, Carnielo ressalta a importância da imunização completa. “Fica claro o seu benefício, tanto no aspecto da saúde como no da economia. A vacinação é extremamente mais barata do que qualquer tratamento”, conclui.

Sobre a Planisa

Líder em gestão de resultados para organizações de saúde, a Planisa dá apoio na gestão de custos em 34 mil leitos, 520 salas de cirurgias e 150 mil colaboradores em hospitais e instituições de saúde de todas as regiões do Brasil, alcançando 22 estados e o Distrito Federal.

Desde 1988, a Planisa vem se destacando como referência em consultoria especializada para o segmento da saúde, visando a melhoria contínua na área em todo o Brasil e no exterior.

 

Assessoria de Imprensa

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