Deputado Hugo Motta: “Não vamos aceitar prato feito”

 

Foto: Agência Câmara

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Veja um resumo das declarações mais recentes do deputado federal Hugo Motta, presidente do Republicanos na Paraíba, acerca da crise na base governista.

“Não vamos aceitar prato feito, receita pronta de quem só fez atrapalhar até agora, e chega (PP) querendo a vice e agredindo quem já está na base.

“Qual é o candidato a senador do governador? Eu não conheço, até agora. O governador não pode reivindicar apoio para candidato ao Senado se ele não tem candidato, porque a aposta que ele fez foi frustrada. Não fui eu que fez a aposta errada.

“O deputado Efraim Filho saiu (da base governista) não por culpa do Republicanos, mas por uma opção que o governador sonhava ter, e que nós sabíamos que ela não iria se concretizar, como não se concretizou. Esta é a grande verdade.

“O Republicanos não pode ser culpado por uma articulação que não fez; o partido não pode ser colocado na condição de vilão de uma situação da qual ele não participou. Nós sabíamos, desde o início, que havia muito mais um jogo do que um desejo real de disputar.

“Não existe nomeação para senador da República. Qualquer cidadão que deseja ser senador pelo estado da Paraíba e para qualquer estado da federação tem que disputar a eleição e ir para o voto popular. Não existe nomeação ou disputa consolidada antes da eleição.

“O pretenso candidato (Aguinaldo Ribeiro) queria chegar com um jogo de cartas marcadas e ser candidato sem risco. Não existe isso. Para ser senador, tem que disputar a eleição.

“Ele (Aguinaldo) fica criando condicionantes, como se quisesse tirar todos os adversários da disputa e abrir o campo para ele ser candidato único. Isto não existe.

“João ficou com uma fixação louca por essa questão do Senado para o Progressistas. Ele só fez perder. Ele errou na articulação e agora o Republicanos é o culpado?

“Não podemos ser punidos por sermos leais. Nós somos leais, nós somos corretos, nós andamos a Paraíba inteira com o governador, destacamos os seus feitos, a sua administração. Qual é o critério? O critério é ser desleal, é não colaborar com nada e de última hora impor a vice?

“Na hora que o governador mais precisou, o PP não ocupou a vaga que mais reivindicou.

“Não vamos aceitar imposição por parte de quem não contribuiu com absolutamente nada nesse projeto de reeleição do governador. Não aceitamos ser atropelados neste processo.

“Nem comunicados fomos que houve essa mudança no entendimento entre o governador e os partidos que estão chegando.

“Começa pelo respeito a quem já estava (na base governista).

“O principal partido aliado do governador está sendo atacado por esses (PP) que estão chegando agora e impondo a indicação do vice.

“Não fazemos política ameaçando ou chantageando, criando dificuldade para vender facilidade.

“O REP, da mesma forma que não impõe, não aceita a imposição de quem quer que seja, até porque quem está chegando ao bloco de apoio ao governador precisa entender e respeitar quem já está desde o início.

“A nossa posição é de lealdade, mas não de subserviência. O REP não está para agradar ao governador ou a quem quer que seja em todos os momentos, mas para defender a sua posição.

“A avaliação do governador para nós não tem relevância, até porque sou leal, mas não somos subservientes ao governador.

“Não vamos aceitar que o diálogo seja feito com outras legendas, achando que o REP, sem estar à mesa, estará contemplado.

“Nós queremos e vamos participar do diálogo, porque aquilo que não conta com a nossa participação não tem a nossa concordância.

“Queremos ser respeitados por nosso tamanho, nosso comportamento e a nossa lealdade. É isto o que estamos cobrando”.

*com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza


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