Estamos diante de uma possível terceira onda da Covid, diz Queiroga em Monteiro

 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante ato de testagem para diagnóstico da Covid-19 na cidade de Monteiro (PB), 17.01.2022. Fotos: Walterson Rosa/MS.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esteve nesta segunda-feira (17) em Monteiro, no Cariri paraibano, onde acompanhou a testagem para Covid-19 e vacinação contra doença. Durante a agenda, o cardiologista pediu que estados dobrem a atenção para evitar a aplicação de imunizantes vencidos e que a prioridade deve ser a aplicação da segunda dose ou dose de reforço. Para o ministro, com a variante Ômicron o país está diante de uma possível terceira onda da pandemia do novo coronavírus.

“Há mais de 70 milhões de doses que estão com os estados e essas doses têm que ser aplicadas no público- alvo. A prioridade é a aplicação da segunda dose e da dose de reforço. Estamos diante de uma possível terceira onda em função da variante Ômicron aumentando o número de casos”, disse.

“Os dados iniciais apontam que, em países que têm um nível de vacinação equiparado ao Brasil, não têm gerado tanto impacto sobre o sistema hospitalar e sobre as unidades de terapia intensiva, mas o vírus é um inimigo imprevisível e nós não temos que baixar a guarda”, finalizou o ministro da Saúde.

O ministro também alertou para necessidade do reforço na atenção nos procedimentos para a imunização da população contra a covid-19, especialmente crianças e adolescentes.

O alerta foi feito após o episódio ocorrido no município paraibano de Lucena, na grande João Pessoa, onde cerca de 40 crianças foram vacinadas equivocadamente com imunizantes para adultos. Além disso, também foram usadas vacinas fora do prazo de validade.

“Nós, do Ministério da Saúde, temos alertado acerca das questões relativas à segurança. Muitas vezes quando damos os alertas, muitas vezes [dizem que] o ministério é contra [a vacinação de crianças]. Não é questão de ser contra, é questão de compromisso com a aplicação adequada de vacinas e evitar possíveis efeitos adversos”, disse

MaisPB

Postar um comentário

0 Comentários