Especial do Rei Roberto Carlos na Globo com Ivete e Sandy

 

Foto: Fábio Rocha/Rede Globo

Foto: Fábio Rocha/Rede Globo

IVAN FINOTTI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Depois de um ano em que não houve especial inédito de Roberto Carlos, os fãs do rei da MPB poderão retomar o velho hábito que vem desde 1974. Desde aquele ano, não houve programa apenas no ano passado -devido à Covid-19- e em 1999 por causa da doença de sua mulher, Maria Rita.

Haverá novidades no especial desta quarta-feira, depois da novela das nove da Globo? Sim, mas parece que só uma -a falta de público, condição necessária nessa pandemia. Nome do programa? “Reencontro.” Convidados? Dez. Músicas apresentadas? Lista não divulgada.

Entre as canções, talvez a mais esperada seja “Outra Vez”, um dos maiores clássicos de sua carreira, escrita pela compositora Isolda Bourdot e gravada para o excelente álbum de 1977.

No dia 10 deste mês, o rei lançou uma nova versão dessa música nas plataformas de streaming, com algumas mudanças na forma de cantar. A canção está na trilha da novela das nove, “Um Lugar ao Sol”, ao lado de “A Cor do Amor”, em que faz um dueto com Liah Soares. A dupla também gravou essa para o especial desta quarta.

Curiosamente, “Outra Vez” também é o nome do novo livro de Paulo Cesar de Araújo, lançado no dia 15 deste mês. Araújo é o mesmo que escreveu “Roberto Carlos em Detalhes”, de 2006, que acabou censurado por Roberto Carlos, foi recolhido das lojas e ocasionou o processo que liberou as biografias sem necessidade de autorização no país.

Desta vez, a biografia -que ainda terá um segundo volume- não é cronológica. Usa 50 canções para esquadrinhar a vida do cantor. Ao saber da regravação de “Outra Vez” pelo artista, Araújo gracejou. “Agora o Roberto está fazendo propaganda não autorizada do meu livro”, disse.

Boninho, um dos diretores do programa, declarou recentemente que “ele cantou ‘Outra Vez’ e o estúdio inteiro chorou”. “É um show diferente de tudo o que ele fez”, prometeu.

Mas diferente como? Segundo o diretor artístico LP Simonetti, “o especial será de celebração e emoção com os reencontros”. “Todos estavam na mesma sintonia, emocionados de estarem juntos. Eu sempre me impressiono com o impacto que o Roberto causa, não apenas com seu público, mas com os artistas quando eles sobem no palco. Nesse sentido, o reencontro é muito atual.”

E, sem público, Simonetti rebate a ideia de que o programa deste ano possa se parecer com uma live, tão comum durante a pandemia. “É tudo diferente de uma live.

Temos um grande cenário, iluminação, figurino, artes gráficas produzidas para um grande espetáculo e para encantar o público de casa com uma superprodução. Sem contar com a presença de grandes nomes da música brasileira no palco para este reencontro”, afirmou.

Outros convidados são a banda Jota Quest, seus amigos Erasmo Carlos e Wanderléia, Fafá de Belém, a dupla Zezé Di Camargo & Luciano, Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo e o casal Sandy e Lucas Lima.

Em entrevista, o baterista Dedé Marquez lembrou algumas das canções gravadas. “Detalhes”, “Além do Horizonte”, “Desabafo”, “As Canções que Você Fez pra Mim” e a sua preferida, “Como É Grande o Meu Amor por Você”.

O baterista fez parte do RC3, quando a banda de Roberto Carlos, no início dos anos 1960, tinha apenas três integrantes. E foi integrante do RC4, RC5, RC7 e RC9, que “ficou com o número nove no nome mesmo após a entrada de mais músicos”. “Hoje somos 14, além do maestro Eduardo Lages e de três backing vocals.”

Mas, mesmo antes da banda, Marquez já acompanhava Roberto, quando ele ainda tocava sozinho. “Eu o conheci quando ele namorava a irmã da minha namorada, em 1962. Quando meu pai dormia, eu pegava escondido o carro dele, um Packard 1940, velhinho, e levava o Roberto para cantar em circos ou nas rádios do Rio para pedir aos disc-jockeys que tocassem uma canção dele. Isso já faz 60 anos. Foi uma sorte”, finaliza o baterista.


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