O apelo do papa Francisco: não explorem fragilidade humana

 

Foto: Ascom

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ANELISE GONÇALVES
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O papa Francisco pediu, nesta sexta-feira (16), para que as gigantes da tecnologia parem de explorar a fragilidade e vulnerabilidade humanas para obter lucro. O apelo se deu em uma série de postagens em seus perfis no Twitter, em diferentes idiomas, direcionadas a empresas.

“Parem de explorar a fragilidade humana, as vulnerabilidades das pessoas, para obter lucros”, escreveu, sobre as companhias do setor.

Ele também pediu que os grandes laboratórios querem patentes para que todos tenham acesso à vacina -sem se referir exatamente ao coronavírus- e que empresas de alimentos “deixem de impor estruturas de monopólio de produção e distribuição que inflacionam os preços”.

O papa também apelou aos setores das telecomunicações para que, no contexto da quarentena, liberem conteúdos educacionais para que crianças pobres possam receber educação.

“Aos grupos financeiros e aos organismos internacionais de crédito, que permitam aos países pobres garantir as necessidades de seu povo e perdoar aquelas dívidas que muitas vezes contraíram contra os interesses daqueles mesmos povos”, escreveu.

Francisco disse que é preciso dar aos modelos socioeconômicos um “rosto humano” e pediu aos meios de comunicação que acabem com a desinformação, difamação e calúnia. E completou, afirmando que essas essas empresas não devem incentivar a atração “doentia” pelo escândalo.

As postagens foram muito repercutidas por internautas –só o tweet sobre as gigantes da tecnologia recebeu mais de 23 mil curtidas. Nos comentários, diversos textos em apoio ao posicionamento de Francisco e críticas ao estilo de vida no Vaticano.


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