Ex-presidente da OAS reafirma que obra em sítio foi solicitada por Lula

A defesa do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, um dos 13 réus no processo da Lava Jato do sítio em Atibaia, protocolou as alegações finais no sistema da Justiça Federal do Paraná na tarde desta segunda-feira (7).
As alegações finais são a última etapa do processo antes da condenação. O Ministério Público Federal (MPF) já apresentou o documento no dia 11 de dezembro do ano passado. O prazo para que as defesas de todos os réus se menifestem termina nesta segunda-feira.
Os procuradores pediram que os réus percam os bens ou valores obtidos através dos crimes, e a reparação dos danos em favor da Petrobras no valor de R$ 155 milhões.
Nessa ação, o ex-presidente Lula é acusado de ter recebido propina por meio da reforma da propriedade. Ele nega que seja dono do sítio.
Em resumo, os advogados de Léo Pinheiro reafirmaram que as reformas no sítio feitas pela OAS foram a pedido e seguindo as determinações de Lula. Eles disseram ainda que o dinheiro foi descontado da conta corrente de propina da empresa com o PT.
Os advogados disseram ainda que Léo Pinheiro está colaborando com a Justiça e pediram que sejam aplicados os benefícios dessa colaboração.
Alegações finais de Roberto Teixeira
A defesa do advogado Roberto Teixeira também protocolou o documento durante a tarde.
Teixeira é acusado de ter aconselhado ex-executivos da Odebrecht, numa reunião, a firmar um contrato fictício para esconder que a Odebrecht fazia obras no sítio.
A defesa confirma que houve a reunião, mas afirma que Teixeira fez apenas uma consultoria como advogado e que não há provas de conduta criminosa. Os advogados sustentam que as palavras dos delatores, sozinhas, não servem como prova.
A defesa ainda declarou que Teixeira e Lula são amigos, mas que isso não significa que o advogado tenha cometido crimes. E que a força-tarefa da Lava Jato está querendo incriminá-lo por "proximidade", como se a amizade já significasse participação em ilicitudes.
A denúncia
A acusação trata do pagamento de propina de pelo menos R$ 128 milhões pela Odebrecht e de outros R$ 27 milhões por parte da OAS.
Conforme a denúncia, Lula foi beneficiado com parte desse dinheiro, por meio de obras realizadas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, cuja escritura está no nome de Fernando Bittar, mas que o MPF defende que pertence, na verdade, ao ex-presidente.
As obras, conforme a denúncia, serviram para adequar o imóvel às necessidades de Lula. Segundo o MPF, a Odebrecht e a OAS custearam R$ 850 mil em reformas na propriedade.
O MPF diz que Lula ajudou as empreiteras ao manter nos cargos os ex-executivos da Petrobras Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que comandaram boa parte dos esquemas fraudulentos entre empreiteiras e a estatal, descobertos pela Lava Jato.
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POSTADO POR FERNANDO COUTINHO - NAÇÕRURALISTA.COM.BR

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