Ex-assessor tinha intimidade para pescar com presidente eleito

Ex-assessor tinha intimidade para pescar com presidente eleito
Fisgado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com movimentações de R$ 1,2 milhão, incompatíveis com sua renda, o policial Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro tinha total intimidade com o clã presidencial. A tal ponto, que saía para pescar com o próprio Jair Bolsonaro, conforme demonstra imagem publicada no Instagram de Queiroz.
Bolsonaro justificou a transferência de R$ 24 mil para a futura primeira-dama Michele Bolsonaro como o pagamento de um empréstimo não registrado em seu imposto de renda.
O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, detalha que Fabrício de Queiroz, ex-assessor na Alerj do deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, chegou a fazer 5 saques em apenas um dia. O relatório, revelado pelo jornal Estado de São Paulo, ao qual a TV Globo teve acesso, mostrou movimentações financeiras consideradas suspeitas na conta do ex-assessor de mais de R$ 1,2 milhão.
O documento revela que Queiroz chegou a fazer 176 saques em dinheiro em 2016. Segundo o documento, a média foi de uma retirada a cada dois dias.
No total, as retiradas somaram quase R$ 325 mil, com saques que chegaram a R$ 14 mil. O relatório mostra ainda que houve 59 depósitos em dinheiro na conta de Queiroz, com entrada de mais de R$ 12 mil.
A ex-secretária parlamentar e atual mulher de Jair Bolsonaro, Michele de Paula Bolsonaro, foi favorecida em uma dessas movimentações. Ela recebeu R$ 24 mil. Segundo Bolsonaro, o valor era referente a uma dívida que o ex-assessor tinha com ele. O presidente eleito afirmou ainda que eles eram amigos e que emprestou o dinheiro porque Fabrício estava com problemas financeiros.
Na manhã deste sábado (8), durante uma cerimônia no Centro do Rio, Jair Bolsonaro disse que "ninguém" recebe ou repassa "dinheiro sujo" por meio de cheque nominal. Ele reafirmou que os depósitos na conta da mulher se referem ao pagamento de uma dívida de R$ 40 mil de Queiroz com o próprio Bolsonaro.
O presidente eleito disse que o dinheiro foi depositado na conta da futura primeira-dama por "questão de mobilidade", já que ele tem dificuldade para ir ao banco em razão da rotina de trabalho.
O relatório do Coaf também revela que sete servidores que trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), fizeram transferências bancárias para uma conta do ex-assessor Fabrício de Queiroz.
Bolsonaro - 
O presidente eleito Jair Bolsonaro negou, durante entrevista concedida neste sábado (8), qualquer irregularidade nos depósitos realizados na conta da mulher dele, Michele de Paula Bolsonaro, por Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-motorista do filho, deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro.
Segundo o presidente, "ninguém" recebe ou repassa "dinheiro sujo" por meio de cheque nominal. Ele reafirmou que os depósitos na conta da mulher se referem ao pagamento de uma dívida de R$ 40 mil de Queiroz com o próprio Bolsonaro.
O presidente eleito disse que o dinheiro foi depositado na conta da futura primeira-dama por "questão de mobilidade", já que ele tem dificuldade para ir ao banco em razão da rotina de trabalho.
O presidente eleito comentou o caso após participar de uma cerimônia da Marinha, no Rio de Janeiro. Ele disse que era amigo de Queiroz e o auxíliou com empréstimos porque o ex-assessor do filho estava com problemas financeiros, versão apresentada ao site "O Antagonista" na sexta-feira.
247 com G1

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