VITÓRIA DO BRASILEIRO


ROBERTO CAVALCANTI
 
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VITÓRIA DO BRASILEIRO

01 de novembro de 2018
O que diriam especialistas em marketing político sobre as chances de um candidato a presidente da República filiado a um partido nanico, sem dinheiro, com apenas 8 segundos de propaganda eleitoral no rádio e na TV e sem condições físicas de fazer campanha nas ruas por conta de um atentado que sofreu?

As disparidades nas condições de competição teriam que considerar ainda o fato de não ter apoio de expoentes da política, não ter palanque na maioria dos Estados, de sofrer restrições de parte da classe artística e da imprensa por ter coragem de defender suas ideias sem eufemismos, ferindo os esquerdopatas.

Estudiosos da política, considerando o comportamento dos brasileiros nas últimas eleições, diriam que esse candidato, ninguém menos que Jair Messias Bolsonaro (PSL), seria aposta de alto risco.

Aumentariam ainda uns pontinhos na desvantagem com a leitura de alguns jornais, que nos dias que antecederam o 2° turno colocaram em suas primeiras páginas gráficos indicando movimento de queda de Bolsonaro e de ascensão de Fernando Haddad (PT), dando argumento para discurso de “virada”, com endosso de personalidades do mundo cultural e político.

Tudo parecia contra Jair Bolsonaro. Ele ganhou. Como?

O erro do perdedor foi focar sua campanha no “Ele não”, quando na verdade o Brasil queria “Ele sim”. Foi um equívoco. Deveriam ter minado sua postulação de outra forma, mas atacaram o perfil escolhido pela população. Um desastre.

Já a grande sacada de Bolsonaro foi o slogan: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”. É inatacável. O Brasil foi saqueado por alguns que chegaram ao poder pelo voto e traíram o eleitor. E como um País cristão, cremos na promessa do Salmo 33: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor”.

Uma pessoa pode mudar de candidato, mas não sua fé. Deus é inatingível para os cristãos brasileiros. Quando Bolsonaro juntou a defesa da pátria pilhada e a proteção divina, fechou um círculo inexpugnável, que lhe deu a vitória.

Bolsonaro ganhou nas regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste e em 97% das cidades mais ricas do Brasil. Dos 1.000 municípios com maiores IDHs do País, foi majoritário em 967. Na Paraíba foi vitorioso em João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo.

Haddad venceu no Nordeste e em 98% dos municípios mais pobres. Dos 1.000 com menores IDHs, foi vitorioso em 975. No município de Manaíra, no interior da Paraíba, ele obteve 91,05%, e em Nazarezinho, 90,3% dos votos.

A vitória de Bolsonaro reforça a expectativa de mudança real. O Brasil poderá acordar e descobrir que a riqueza é fruto do trabalho. Sempre e em qualquer nação desenvolvida é fruto do trabalho, não de esmola.

Em “Vozes da seca”, o genial Luiz Gonzaga já alertava: “Seu doutô os nordestino têm muita gratidão/ Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão/ Mas doutô uma esmola a um homem qui é são/ Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.

Embora Haddad tenha ganho nos bolsões de extrema pobreza e ignorância, não significa que esse eleitor tenha minimizado os malfeitos revelados pela Lava Jato, mas que, infelizmente, não enxergam alternativas para sua vidas além dos programas sociais, porque estas não foram criadas.

As chances estavam contra Bolsonaro, mas ele conquistou o brasileiro que quer um país que valorize a honestidade, onde o mérito prevaleça, e o cidadão seja livre, não o bandido.

Está aberta a possibilidade de termos o Brasil para quem trabalha, não dos parasitas.

Roberto Cavalcanti, empresário e diretor da CNI

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