PF vê indícios de participação de Temer em esquema de propina desde os anos 90

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247 – A Polícia Federal entrou nesta terça-feira (16) ao Supremo Tribunal Federal a conclusão do Inquérito dos Portos apontando que Michel Temer (MDB) participa de um esquema de propina no Porto de Santos há mais de 20 anos, desde a época em que era deputado federal por São Paulo. A PF indiciou o emedebista e outras dez pessoas, entre as quais a filha dele, Maristela Temer, e o coronel João Baptista Lima Filho, amigo dele.
No relatório final, o delegado Cleyber Malta Lopes afirma ser “possível concluir que há elementos concretos e relevantes no sentido de que a edição do decreto buscou atender interesses de empresas portuárias ligadas aos agentes políticos Michel Temer e Rodrigo Rocha Loures”. “O Decreto questionado poderia permitir um novo período de influência no setor portuário pelo investigado Michel Temer e seus aliados políticos”, diz ele.
Segundo a PF, existe “robustez de elementos” para confirmar que o coronel João Baptista Lima Filho faz parte de uma “estrutura de captação de recursos financeiros ligada ao senhor Michel Temer”.
Foram identificados os valores de propina repassados a Temer ao longo dos anos. O delegado afirma haver “indícios robustos” de que Temer tenha recebido diretamente, entre 2000 e 2014, “os seguintes valores, relacionados ao setor portuário, em cerca de R$ 5,9 milhões”.
“E também, outros valores que beneficiaram diretamente agentes políticos do MDB, em acertos diretos ou com anuência do PRESIDENTE MICHEL TEMER, como líder político de seu partido, originados do setor portuário ou de empresa com interesses defendidos no setor, em totais aproximados de R$ 17 milhões, pagos via doação oficial ou ‘caixa 2’, aponta o relatório final”.
De acordo com o relatório, entre 2006 e 2016, o setor portuário doou R$ 115 milhões para o MDB, partido de Temer.
A assessoria de imprensa da Presidência da República informou ao G, que não comenta o assunto. O Palácio do Planalto acrescentou que a defesa de Temer é quem responde pelo assunto. Na terça, a defesa do emedebista informou que não teve acesso ao relatório da Polícia Federal.


wscom

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