PF procura presidente nacional do PROS para cumprir prisão decretada pela Justiça

A Polícia Federal (PF) está a procura do presidente nacional do PROS, Euripedes Júnior, para cumprir mandado de prisão decretado pela Justiça Federal do Pará na Operação Partialis.
Ele é alvo da operação deflagrada nesta quinta-feira (18) para apurar desvio de recursos públicos federais destinados à aquisição de gases medicinais no Pará. Sete pessoas foram presas.
O presidente da legenda não estava no endereço informado para cumprimento da prisão e até a noite desta quinta-feira era considerado foragido.
O PROS afirmou por meio de nota que não há qualquer envolvimento do partido ou do presidente do partido em atos ilícitos. Disse, ainda, que "preza pela lisura e transparência de sua gestão" e que está à disposição para prestar "todos os esclarecimentos necessários". (íntegra da nota do partido ao final da reportagem)
A Operação Partialis é um desdobramento da Operação Asfixia, de junho de 2016, para apurar fraudes em licitações promovidas pela Prefeitura de Marabá.
Durante as investigações, descobriu-se um esquema de ilícitos dentro da prefeitura, que consistia na cobrança de valores por parte de servidores municipais em troca da facilidade no recebimento de valores atrasados.
Na operação desta quinta, a PF cumpriu, em parceria com a Receita Federal, 17 mandados em Marabá, Altamira e Brasília (DF).

Nota do PROS

Sobre as notícias de hoje acerca de uma operação da Polícia Federal e Receita Federal em endereços relacionados ao PROS, o partido esclarece que:
  • O ex-prefeito de Marabá, João Salame, não é filiado ao PROS conforme certidão do TSE;
  • O MP se pronunciou contrário à prisão temporária presente na decisão judicial que gerou a operação;
  • O PROS preza pela lisura e transparência de sua gestão e estará à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários;
  • Não há qualquer envolvimento do partido ou do presidente do partido em atos ilícitos;
  • Os advogados do partido e do presidente da sigla estão tomando ciência do processo para maior esclarecimento dos fatos. De toda forma, não há qualquer relação com as informações inicialmente apontadas e nem com a prefeitura de Marabá;
  • Todas as movimentações partidárias são devidamente informadas aos órgãos competentes conforme legislação.
G1 

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