Dono da Havan diz que não banca campanha anti-PT pelo WhatsApp e fala em processar a Folha


Em transmissão ao vivo em seus perfis nas redes sociais, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, refutou reportagem da Folha e disse que não comprou pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. A reportagem, publicada nesta quinta-feira (18), apurou que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens.
Em sua transmissão, Hang chamou a reportagem da Folha de "mentira", "fake news" e afirmou que processará o jornal.
Trajado com vestes coloridas de temática náutica e carregando um bote de plástico amarelo, Hang apresentou-se no vídeo como o "comandante Haddad" do "PTitanic". Em suas aparições públicas, o empresário catarinense coloca-se como antipetista e como apoiador de Jair Bolsonaro (PSL).
Luciano Hang durante transmissão no Facebook
Luciano Hang durante transmissão no Facebook - Reprodução
O empresário afirmou em vídeo que ele compartilha conteúdo a favor do presidenciável a partir do seu celular pessoal e que não paga para que suas mensagens sejam impulsionadas.
"Desafio a Folha a mostrar as empresas que impulsionaram o WhatsApp para a minha pessoa. Disse para eles ontem, se vocês lerem a entrevista, que o trabalho que eu faço é como o de milhões de brasileiros. Como elas [mensagens] têm conteúdo lúdico, elas se dissipam na sociedade através do WhatsApp e do Facebook. Não é porque eu pago para impulsionar, mas porque vem o que é verdadeiro", disse Hang.
"Jamais ajudaremos alguma coisa contra a lei. Os conteúdos são de graça e se disseminam por milhões de brasileiros", acrescentou.​ "Mando meus WhatsApps pelo meu celular. Tenho mil e poucos amigos e mando para eles. Eles distribuem para os amigos deles. É uma corrente muito grande. Todos aqueles 50 milhões que votaram nele recebem algo do Bolsonaro? Fazem de graça e viraliza."
Em sua performance, ele utilizou exemplares da Folha para embrulhar um peixe morto e um monte de fezes de plástico. "Hoje, no Brasil, serve para embrulhar cocô de cachorro e peixe. Para nada mais a Folha de S.Paulo serve", afirmou.
Folha 

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