Toffoli rebate críticas à urna eletrônica: 'Totalmente confiável'


BRASÍLIA - O novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, rebateu nesta segunda-feira às críticas feitas pelo líder nas pesquisas de intenção de voto para presidente, Jair Bolsonaro, às urnas eletrônicas. Questionado se é preocupante alguém que tem um quarto da preferência do eleitorado colocar em dúvida o sistema de votação, Toffoli, que também já foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi breve e respondeu:
- Ele sempre foi eleito pela urna eletrônica - disse Toffoli, em entrevistas a repórteres especializados na cobertura da Corte.
Em outro momento, o ministro defendeu a segurança das urnas. Destacou também que, este ano, a eleição terá observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA) "para acabar com determinadas lendas".
- As urnas são totalmente confiáveis. São auditáveis para os partidos, Ministério Público e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) - disse Toffoli.
Toffoli comparou quem acredita em fraudes nas urnas eletrônicas a quem crê num dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro:
- Tem gente que acredita em saci pererê.
O ministro lembrou ainda a auditoria pedida pelo PSDB depois da derrota de seu candidato a presidente em 2014, o senador mineiro Aécio Neves. Na ocasião, não foi observado nenhum problema.
Toffoli afirmou nesta segunda-feira que o Brasil vive uma epidemia de homicídios e criticou a impunidade nesse tipo de crime. Segundo ele, há vários culpados por essa "vergonha", entre eles a polícia, o Ministério Público e o próprio Judiciário.
- É uma vergonha a impunidade. É uma falha que vem da prevenção, da investigação, da acusação no Ministério Público, e da burocratização quando chega ao Judiciário - disse Toffoli, defendendo a desburocratização do tribunal do júri.
O novo presidente do STF rechaçou ainda as críticas de que a Corte estaria atrapalhando as investigações da Operação Lava-Jato. Desde o ano passado são recorrentes as decisões da Segunda Turma do tribunal - da qual Toffoli fazia parte antes de assumir a presidência - dando fim a vários inquéritos e soltando investigados, alguns deles já condenados em segunda instância, caso do ex-ministro José Dirceu.

O Globo 

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