Ricardo detona Bolsonaro: 'vai resolver problemas de Saúde, Economia e Educação na bala?'


Foto: Fernando Braz paraiba.com.br
O governador Ricardo Coutinho (PSB) disse nesta segunda-feira (17), que o país não vota em extremismo e criticou a crença de que chegará um líder messiânico para decidir as coisas num toque de mágica: 'vai resolver os problemas de Saúde, Economia e Educação tudo na bala, no revólver?', detonou.
A declaração foi dada durante a assinatura de contratos do Empreender na cidade de Alhandra.
Ricardo afirmou que o Brasil não é de extrema direita, nem de extrema esquerda e que o povo quer que o país saia da crise e "não dá para ter determinado candidato que não tem a menor noção disso, não tem nenhum discurso sobre isso. O que o Brasil quer é saber como diminuir as desigualdades de renda, como favorecer a inclusão social para aumentar o poder aquisitivo do povo, porque quando aumenta o poder aquisitivo o cidadão que tem loja de telha vende mais, de camisa... aprendemos isso com Lula poucos anos atrás", disse.
Para Ricardo ainda muita crença que vai chegar um líder messiânico e fazer tudo num toque de mágica, porém avaliou que o fanatismo ou a crença por melhor que seja, que vai chegar alguém para botar ordem. "Ora, onde estava esse alguém durante 30 anos? Qual a proposta fez sobre Segurança, Educação? Não fez nada e acha que vai descer de paraquedas", reclamou.
O governador voltou a defender os nomes de Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) afirmando que ambos são nomes que têm conhecimento de vida, comprometimento com a população e lembrou da sombra de alguém impedido de disputar e injustamente condenado que é Lula, "um fator determinante de uma grande parte da população", disse.
"Não penso que o Brasil vai cair no precipício. Na hora certa a razão vai olhar para si mesmo e pensar 'vou piorar as coisas? Apostar num desconhecido que não tem nenhuma proposta? A não ser que vai resolver os problemas da Saúde, Economia e Educação tudo na bala, no revólver. Discurso de estímulo à violência é perigoso porque esse país já tem violência demais", disse acrescentando que quem paga a conta dessa violência é a população mais carente, uma vez que metade dos 63 mil no Brasil são de pessoas entre 15 e 29 anos, a juventude, pobres, negros e que moram nas periferias. O Brasil não pode continuar desta forma, é preciso recuperar o tempo perdido e dar uma chance para o seu povo", finalizou.
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