Monteiro foi a capital política do Brasil marcando os campos de disputa de 2018

Situada no Cariri paraibano, semiárido brasileiro, Monteiro ganhou destaque neste mês de março em função das inaugurações (sim, foram duas) do Eixo Leste da transposição das águas do Rio São Francisco. 
 
Dia 10 de março ocorreu a inauguração com a presença de Michel Temer. No dia 19 a inauguração, outros dirão “a festa”, “a celebração”, da transposição com a presença de Lula e Dilma. No dia 10, o que se ouviu em Monteiro e o que se leu nos jornais – vez ou outra a imprensa noticia corretamente – foram os gritos de “Fora Temer” e os protestos da população.
 
Não poderia ser diferente, já que a “paternidade” da obra, todos sabem, é mesmo de Lula e a “maternidade” de Dilma. Na presença de Temer, na solenidade do dia 10, o governador Ricardo Coutinho (um dos poucos resistentes éticos do hoje famigerado PSB, e que cumpre um papel fundamental na liderança da esquerda no Estado da Paraíba) lembrou que Dilma Rousseff foi responsável pela execução de 70% da obra. 
 
Em 19 de março, por outro lado, os sons se distinguiram abissalmente. Primeiro fez-se notar o mais importante: as vozes fortes do povo paraibano, nordestino, e as palavras de ordem da militância dos movimentos sociais. Eram vozes que vibravam alegria, firmeza e esperança. Eram vozes vindas dos quatro cantos do Nordeste, do povo que reconhece em Lula seu líder máximo, seu porta-voz, sua esperança.
 
Afinal, quantos séculos se passaram para que o Estado brasileiro procurasse corrigir aquilo que tão bem diagnosticou o economista de Pombal, Celso Furtado, como uma política ativa para o subdesenvolvimento para o Nordeste?
 
Quanto tempo demorou para que o Estado e as políticas públicas parassem de deixar ao léu uma importante parte da população brasileira, as nordestinas e nordestinos, que tiveram protagonismo ímpar no desenvolvimento nacional (desde a construção civil – Brasília, como exemplo-signo –, passando pela contribuição na potência industrial da região do grande ABC, até os avanços intelectuais e artísticos que vão desde Augusto dos Anjos, Assis Chateaubriand, Pedro Américo, Celso Furtado, Ariano Suassuna, para ficar nos paraibanos)? 
 
Não restam dúvidas, a não ser para os representantes da Casa Grande, de que os nordestinos deram uma valiosa contribuição ao País colocando-o numa rota ímpar de crescimento econômico vis a vis aos nossos vizinhos latino-americanos. 
 
É por isso que Monteiro representa a capital política nacional neste mês de março. Pois Monteiro, em primeiro lugar, faz recordar que foram os governos petistas (com suas múltiplas idiossincrasias, muitas vezes criticáveis) que iniciaram uma outra forma de ver o Nordeste, uma outra forma de pensar o Nordeste e uma outra forma de fazer pelo Nordeste.
 
Não é por acaso que o Nordeste despontou enquanto região que mais cresceu durante muitos anos dos governos petistas. Inclusive, em alguns momentos, crescendo mais do que as médias nacionais. Na mais simples nomenclatura política: os governos de Lula e Dilma avançaram na correção das assimetrias históricas que foram reflexo dos processos de violência em nossa sociedade. 
 
Michel Temer
Monteiro coloca à luz o papel do Estado no combate às desigualdade estruturantes e pelo respeito à dignidade humana. Afinal, como falar em dignidade quando não se tem água? 
 
As presenças de Temer e Lula em Monteiro colocaram, portanto, a olho nu a diferença fundamental da política PMdebista e PTista. Colocou a olho nu as políticas, no linguajar gilbertofreyriano, da Casa Grande e da Senzala. A clivagem é de grande envergadura e é essa clivagem que nos espera nas eleições de 2018.
 
E aqui chegamos à nossa segunda razão por compreender Monteiro como a capital política brasileira. Foi nesta cidade, em março de 2017, que se delineou o campo de forças políticas que estarão disputando as próximas eleições.
 
Temos, por um lado, um governo deslegitimado, que fala às moscas, mas com um partido que possui uma capilaridade nacional e uma força institucional de grande relevo. Por outro, as forças dos movimentos sociais, forças organizadas da sociedade civil mas, também, a força da massa.
 
E essa massa assusta as elites que hoje retornaram ao poder. A cidade de Monteiro, de quase 10 mil habitantes, acolheu por volta de 50 mil militantes para receber Lula e Dilma. O vermelho predomina. 
 
Devemos cuidar, portanto, de analisar quais foram os protagonistas políticos em Monteiro durante a visita do presidente Lula. Quem esteva lá? Quais os partidos? Quais as forças populares? Como está se desenhando as candidaturas para a próxima presidência da República?
 
Às forças populares, os analistas, mas sobretudo o Partido dos Trabalhadores, cumprem observar com acuidade este momento. Afinal, o sexto Congresso do Partido dos Trabalhadores (que será um dos momentos mais fulcrais para a politica brasileira e para a esquerda latino-americana) está aí, batendo à porta. 
 
Os signos e as águas de Monteiro e da Paraíba estão promovendo um canto e uma força popular que não titubeia.
 
Com Carta Capital
POSTADO PELA NAÇÃORURALISTARADIOJORNAL.COM.BR
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