Ruy Dantas: a nova lei eleitoral institucionalizou o caixa dois

Em entrevista à jornalista Rejane Negreiros, da TV Manaíra, afiliada da Band, o consultor político Ruy Dantas afirmou que a nova legislação eleitoral, que reduziu o período de campanha para 45 dias e proibiu a doação de empresas, institucionalizou o caixa dois. Ruy explicou que a gravação de vídeos para tv, por exemplo, envolve muitas pessoas, o que encarece a campanha. “Quando esta legislação foi alterada, ninguém pensou que seria necessário uma redução nos custos e agora os partidos vão ter que se virar e, buscar alternativas para evitar o caixa dois. Foi um tiro que saiu pela culatra”.

Ao ser questionado sobre como ele driblaria as dificuldades impostas pela nova legislação com seus clientes, Ruy explicou que vai apostar no uso de ferramentas digitais como uma alternativa mais barata para os candidatos, que agora terão menos recursos para suas campanhas. De acordo com o profissional, é possível fazer uma campanha mais barata, com grande alcance e boa parte do conteúdo pode ser criado pelo próprio candidato, como aconteceu na última campanha presidencial.

Ruy também disse acreditar que o  WhatsApp será a grande ferramenta desta campanha. “Ele já apareceu com força na campanha presidencial. Se a militância for forte, é excelente porque, quanto mais o militante é questionado, mais ele reforça a tese de que estava correto e mais ele dissemina o discurso. Além disso, quando alguém compartilha algum conteúdo no WhatsApp, está validando aquela informação para pessoas do seu círculo de convivência”.

O poder do marketing
Ruy Dantas exemplificou como o poder do marketing é capaz de modificar cenários que parecem já consolidados. Segundo ele, desde 2006, quase todos os candidatos que iniciaram suas campanhas com vantagem nas pesquisas foram derrotados. “Com exceção de Ricardo Coutinho na eleição municipal de João Pessoa em 2008, todos os candidatos que largaram na frente perderam”.

Na disputa estadual, em 2006, José Maranhão era favorito e perdeu para Cássio Cunha Lima. Em 2010, Maranhão era tido como vencedor. Perdeu para Ricardo Coutinho. Em 2014, foi a vez de Cássio largar na frente e perder para Ricardo.

Em João Pessoa, apenas Ricardo Coutinho largou na frente e terminou vencendo tanto em 2004, quanto em 2008. Entretanto, em 2012, Cícero Lucena era favorito e perdeu para Luciano Cartaxo.
O consultor político também atribui essas viradas de cenário ao que chama de “salto alto” da militância, que se acomoda naturalmente por considerar a batalha vencida.

Postar um comentário

0 Comentários