Presidente da ALPB recebe comitiva de advogados contra impeachment

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, e demais deputados receberam nesta quinta-feira (14), uma carta do 'Movimento Advogadas, Advogados e Juristas pela Democracia - Paraíba', dirigida aos deputados federais paraibanos para que votem contra o impeachment. Esse grupo vai de encontro à posição oficial da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB), que segue orientação da direção nacional da instituição e de mais 26 estados favoráveis ao afastamento imediato da presidente da República. Veja vídeo abaixo.

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Além do presidente da ALPB, estavam na entrega do documento os deputados Anísio Maia (PT) e Buba Germano (PSB). O deputado Adriano Galdino afirmou que é um autêntico legalista. “Respeito e acho que o povo brasileiro deve respeitar profundamente a Constituição brasileira e o estado democrático de direito e não existe na Constituição nenhum enquadramento para o impeachment que estão querendo contra a presidente Dilma. Então me posiciono contrário ao impeachment", destacou.

O presidente destacou ainda ainda que, como é advogado, também assinará a carta e que a impopularidade de gestor não é motivo para processo de impeachment. "Até porque vasculharam a vida da presidente, e absolutamente nada encontraram contra ela. Não vejo na Constituição brasileira nenhum motivo legal para se fazer o impeachment, não há crime de responsabilidade", concluiu.

Na opinião do deputado Anísio Maia, o Movimento Advogadas, Advogados e Juristas pela Democracia estão questionando o posicionamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que "infelizmente repetiu o feito de 1964 quando apoiou o golpe que instalou a ditadura militar no Brasil. Eles estão questionando e dizendo que a OAB não representa os advogados brasileiros nessa sua atitude política a favor do golpe", declarou.

A advogada Janaynna Marrocos afirmou que o movimento defende o estado democrático e a legalidade. "Nós estamos em um regime presidencialista onde o único motivo que pode retirar o presidente do poder é um crime de responsabilidade. Impopularidade ou problemas na política econômica não são motivos aptos a ensejar o impeachment e o crime de responsabilidade não está configurado", avalia Janaynna.

A militante acrescentou ainda que impeachment sem crime é golpe branco feito por aparato midiático e por articulações dentro do Congresso onde 33 deputados federais que votaram a favor do impeachment na comissão especial são réus em processo de corrupção. "Nós precisamos garantir o resultado das urnas, aqui na Paraíba a presidente Dilma teve 69% dos votos e os deputados federais estão negligenciando os votos dos paraibanos", destacou.

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