Três letras

O brasileiro está acostumado a sorver indigestas sopas de letrinhas, mas acredito que estas três letras não serão esquecidas – nem tampouco acabarão misturadas ao caldo ralo das iniciativas políticas do País.

O MBC – Movimento Brasil Competitivo – nasce predestinado a ações transformadoras, reunindo lideranças políticas e empresariais em uma coalizão público-privada para atacar um dos problemas mais cruciais do País: a ineficiência do Estado.

O objetivo do MBC é justamente este: aprimorar a qualidade do serviço público e o papel indutor/facilitador do Estado no desenvolvimento da competitividade brasileira.

Em reunião realizada em novembro, o diretor presidente do conselho do MBC, Jorge Gerdau Johannpeter, disse para seus pares:

“Se tivesse um minuto para sintetizar em uma única frase o meu desejo com essa reunião seria: vamos manter o engajamento e o comprometimento, pois este pacto ou coalizão tem que ser um processo, é uma construção contínua. Não é um documento! É uma chamada para a ação! Um compromisso de cidadania!”.

Gerdau também defendeu, com muita lucidez, que a crise não é de um partido ou de um Estado.

É do País.

E o País - convenhamos - nada mais é do que seu povo. Logo, a resolução passa pelo conjunto da nação – onde se insere suas lideranças políticas e empresariais.

A realidade que se desenha para o enfrentamento do MBC é dura – de um lado crescem as demandas da sociedade (entre as quais saúde, educação, segurança); na outra ponta, o Estado, disfuncional, impede a sua própria renovação e dá sinais de que esgotou o seu próprio modelo de gestão.

Se há uma notícia alvissareira neste processo é a celeridade com que o movimento caminha – em pouco mais de dois meses, o MBC realizou oito reuniões, envolvendo 70 profissionais. E vem arregimentando, também, a participação política.

Dezesseis governadores já aderiram ao pacto – e tenho a grata satisfação como cidadão, empresário e paraibano, de enxergar o governador Ricardo Coutinho entre eles.

O governador paraibano estava presente na reunião de novembro, junto com seus secretários, se inserindo nesta conjunção de esforços para efetivamente modernizar e otimizar a máquina pública.

Se integrando ao movimento, ele sinaliza que reconhece a importância de aprimorar a gestão. Reconhece, inclusive, que a saída da crise não passa tão somente pela reforma fiscal. E sim pelo reordenamento do conjunto.

Em meio a tantas crises e desesperanças, quando o senso comum nos imagina parado no meio do nada, eis que alguns com melhor foco e visão enveredam por caminho promissor.

Daqui, de onde enxergo essa caminhada, já posso antecipar:

Sim, é possível vislumbrar a luz no fim do túnel!

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